Memória local

História e curiosidades de Imbariê

Jardim Residencial 22 de Abril: da área da TASA às 700 moradias

Jardim Residencial 22 de Abril: da área da TASA às 700 moradias

O conjunto nasceu de uma iniciativa habitacional ligada à Aeronáutica e cresceu de 50 para 700 unidades.

A história do Jardim Residencial 22 de Abril começa na década de 1970, quando a Telecomunicações Aeronáuticas S.A. (TASA) adquiriu uma área de 362.175,47 metros quadrados em Imbariê. O terreno, situado entre a Avenida Coronel Sisson e a antiga Avenida Automóvel Clube, integrava a área da antiga Fazenda Mato Grosso e foi usado como subcentro de transmissão. Quando a atividade foi transferida para outro local, o coronel-aviador da reserva Roberto Weguelin de Abreu propôs destinar a área à moradia de empregados da TASA com menor renda. Em 1986, a Caixa de Financiamento Imobiliário da Aeronáutica (CFIAe) preparou um projeto-piloto de 50 casas, executado pela Casarano Edificações. As primeiras unidades foram entregues em 22 de abril de 1987. A data deu nome ao conjunto e também remete ao Dia da Aviação de Caça, celebrado pela Força Aérea Brasileira em memória das missões realizadas pelo 1º Grupo de Aviação de Caça em 22 de abril de 1945, durante a Segunda Guerra Mundial. Depois da etapa inicial, o projeto foi ampliado com mais 650 casas de padrão econômico, construídas em duas fases: 500 unidades e, posteriormente, outras 150. Assim, o conjunto alcançou 700 moradias distribuídas por 28 ruas. A fotografia de 1992, atribuída a Antônio Mendonça Mendes, preserva a imagem das casas geminadas e das ruas do conjunto nos primeiros anos de ocupação. A Lei municipal nº 1.009, de 7 de dezembro de 1990, oficializou o nome Jardim Residencial 22 de Abril, denominou seus logradouros e criou a Escola Municipal Roberto Weguelin de Abreu. Em 1991, duas casas foram adaptadas para uma unidade de atendimento infantil que recebeu o nome Monsenhor Librelotto; a instituição ganhou um novo prédio em 2003. A proposta original também homenageava integrantes do 1º Grupo de Aviação de Caça nos nomes das ruas, embora muitas continuem conhecidas pelas letras usadas desde a implantação. Os conjuntos Imbariê I, II e III, conhecidos na região como Casinhas, começaram a ser implantados pela Caixa Econômica Federal a partir de 1992. Eles ficam ao lado do 22 de Abril e se conectam a ele pelas ruas L e 12, mas são empreendimentos posteriores e distintos. Essa diferença é importante para preservar a história e a identidade de cada comunidade.

Curiosidades

- As primeiras 50 casas foram entregues em 22 de abril de 1987.
- A expansão acrescentou 650 unidades, totalizando 700 moradias em 28 ruas.
- O nome também homenageia o Dia da Aviação de Caça.
- A Lei municipal nº 1.009/1990 oficializou o conjunto e criou a Escola Municipal Roberto Weguelin de Abreu.
- Imbariê I, II e III são conjuntos vizinhos posteriores, e não etapas do 22 de Abril.

Referências

Pesquisa editorial com referências públicas e comunitárias identificadas.

Imbariê antes dos anos 1960: paisagem e chegada da eletricidade

Imbariê antes dos anos 1960: paisagem e chegada da eletricidade

Uma fotografia histórica e a memória oral dos moradores ajudam a recordar o bairro antes da urbanização mais intensa.

A fotografia mostra Imbariê antes dos anos 1960, em uma paisagem ainda pouco urbanizada. Nela, não aparecem muitas das construções que hoje fazem parte do bairro, e são poucos os sinais de infraestrutura elétrica. A ferrovia, as vias abertas e as edificações esparsas ajudam a perceber como o núcleo urbano se organizava antes do crescimento das décadas seguintes. Segundo relatos de moradores antigos, a energia elétrica começou a chegar ao centro de Imbariê entre o fim da década de 1950 e o início dos anos 1960. Em muitas outras localidades do 3º distrito, a eletrificação teria se ampliado somente entre o final dos anos 1960 e o começo da década de 1970. Essas datas são aproximadas e devem ser entendidas como memória oral da comunidade: a chegada da rede não ocorreu ao mesmo tempo em todas as ruas e localidades. A imagem, portanto, não serve apenas como retrato do passado; ela também abre espaço para que moradores comparem paisagens e acrescentem suas lembranças à história local.

Curiosidades

- A fotografia é anterior à urbanização mais intensa observada nas décadas seguintes.
- A ferrovia já funcionava como um eixo importante da paisagem de Imbariê.
- Os relatos sobre a eletrificação são memórias de moradores e apresentam datas aproximadas.
- A expansão da rede elétrica ocorreu de forma gradual e diferente em cada localidade.

Referências

Pesquisa editorial com referências públicas e comunitárias identificadas.

Fernando Figueiredo: educação, formação profissional e memória do bairro

Fernando Figueiredo: educação, formação profissional e memória do bairro

O colégio da Rua Goiandira também se tornou espaço de pesquisa sobre Imbariê.

O Colégio Estadual Fernando Figueiredo ocupa um prédio de linhas modernistas na Rua Goiandira, um dos eixos educacionais do centro de Imbariê. Registros do Censo Escolar identificam a unidade pelo código INEP 33050422 e documentam sua atuação no Ensino Fundamental, no Ensino Médio e na Educação Profissional. Publicações oficiais também registram a oferta histórica do Curso Normal e do curso técnico em Contabilidade. A importância do Fernando Figueiredo ultrapassa os muros da escola. Com professores e estudantes, a unidade desenvolveu o projeto “Imbariê — Água suja por quê?”, que investigou a origem indígena do nome do bairro, sua geografia de rios e áreas alagadiças, os problemas ambientais e a relação da comunidade com o território. O projeto transformou pesquisa escolar em memória pública. Ao trabalhar história local e educação ambiental com turmas do sexto ano, a escola ajudou jovens a reconhecer Imbariê como objeto de estudo e lugar de pertencimento. Por isso, a fotografia da fachada representa não apenas um equipamento de ensino, mas uma instituição que registra, discute e devolve ao bairro parte de sua própria história.

Curiosidades

- O colégio está localizado na Rua Goiandira, nº 379.
- A unidade possui o código INEP 33050422.
- Há registros de Ensino Médio, Curso Normal e Educação Profissional.
- O projeto “Imbariê — Água suja por quê?” nasceu com estudantes da escola.

Referências

Pesquisa editorial com referências públicas e comunitárias identificadas.

Alfredo Backer: da Escola Pública Estadual nº 35 ao colégio estadual

Alfredo Backer: da Escola Pública Estadual nº 35 ao colégio estadual

A trajetória de uma das instituições de ensino mais antigas e reconhecidas de Imbariê.

A história do Colégio Estadual Dr. Alfredo Backer começa antes de o prédio atual fazer parte da paisagem da Rua Goiandira. Em 9 de maio de 1928, quando a região ainda pertencia a Nova Iguaçu, a unidade foi oficializada como Escola Estadual nº 35 do Parque da Estrela. A professora Nadir Teixeira de Paiva aparece nos registros como sua diretora. O terreno da primeira escola havia sido doado ao Estado por Afonso de Oliveira Santos, proprietário da Companhia Imobiliária Americanópolis e responsável pelo loteamento Parque da Estrela. O desenho preservado pela comunidade representa aquela pequena escola, elevada em relação à rua e marcada pela varanda frontal. Com o crescimento do número de estudantes, o edifício deixou de atender à demanda. Em terreno cedido pelo empresário Armando Genovese, foi construído outro prédio na Praça Ernani do Amaral Peixoto. Inaugurado em 19 de abril de 1945, ele passou a abrigar a Escola Estadual de Imbariê. Em 6 de abril de 1954, o Decreto nº 4.689 mudou o nome da Escola Estadual de Imbariê para Grupo Escolar Dr. Alfredo Backer. Em 24 de abril de 1958, o Decreto nº 6.000 formalizou Alfredo Backer como patrono do grupo escolar. A mudança não foi apenas nominal: registrou a consolidação da instituição dentro da rede estadual e na memória cotidiana de Imbariê. Em 1972, a escola foi novamente transferida, desta vez para um edifício construído pelo Estado na então Rua Professora Maria José Delcore Barbosa, atual Rua Goiandira. O nome da antiga rua é um registro histórico do endereço; as fontes consultadas, porém, não permitem afirmar qual teria sido a relação da professora homenageada com a escola. Em 1977, a unidade passou a se chamar Escola Estadual Dr. Alfredo Backer. Em 1995, pelo Decreto nº 21.332 e pela Resolução SEE nº 1.970, a Escola Estadual Dr. Alfredo Backer tornou-se Colégio Estadual Dr. Alfredo Backer, passando a atender o Ensino Médio, a Formação Geral e o Curso Normal. A comparação entre a antiga escola desenhada e a fachada atual mostra mais do que uma mudança arquitetônica: revela a ampliação da instituição e sua permanência como referência educacional do bairro ao longo de décadas.

Curiosidades

- A instituição foi oficializada em 1928 como Escola Estadual nº 35 do Parque da Estrela.
- Nadir Teixeira de Paiva é mencionada como diretora da primeira escola.
- Um novo prédio foi inaugurado na Praça Ernani do Amaral Peixoto em 1945.
- O nome Dr. Alfredo Backer foi adotado em 1954.
- A transferência para o endereço atual ocorreu em 1972.
- A atual Rua Goiandira já se chamou Rua Professora Maria José Delcore Barbosa.
- A transformação em colégio estadual ocorreu em 1995.
- O Curso Normal liga a escola à formação de professores da região.

Referências

Pesquisa editorial com referências públicas e comunitárias identificadas.

Imbariê: referências reais e curadoria inicial

Imbariê: referências reais e curadoria inicial

Camada de lançamento para Imbariê, combinando fontes públicas e leitura editorial do portal.

Imbariê é um bairro da Baixada Fluminense e a sede do terceiro distrito de Duque de Caxias. A estação ferroviária foi inaugurada em abril de 1888 e hoje integra o ramal Vila Inhomirim, entre Morabi e Manoel Belo. A ferrovia, a praça e o comércio ajudam a organizar o centro local. O distrito reúne ainda bairros como Santa Lúcia, Santa Cruz da Serra, Parada Angélica, Jardim Anhangá, Parada Morabi, Taquara e Parque Equitativa. Em Imbariê, fontes oficiais registram o Hospital Municipal e a Clínica da Família, a USF, o Centro de Especialidade Odontológica, a 62ª DP, a antiga Subprefeitura, a Casa Brasil, o Colégio Estadual Dr. Alfredo Backer, o Colégio Estadual Fernando Figueiredo e a Escola Técnica Estadual. A prefeitura também registra a ciclovia em direção a Piabetá e um complexo de praças com esporte e lazer na localidade 22 de Abril. Comércios, serviços, classificados, eventos e avisos podem ser enviados pela comunidade e passam por moderação antes de aparecer publicamente.

Curiosidades

- Imbariê já possui utilidade pública com fonte externa.
- Novos cadastros locais ficam pendentes até a aprovação da equipe.
- Moradores podem enviar correções, fotos, avisos e informações úteis.

Referências

Conteúdo editorial com fontes públicas e espaço para contribuição comunitária.

A antiga Subprefeitura e a organização administrativa de Imbariê

O prédio da Rua Ipameri guarda a memória da administração regional do 3º distrito.

A Subprefeitura de Imbariê foi criada em 18 de janeiro de 1951, pela Deliberação municipal nº 15. No mesmo ano, a Deliberação nº 16 criou seu quadro de funcionários. Essas decisões mostram que, poucos anos depois da emancipação de Duque de Caxias, o poder público já reconhecia a necessidade de uma estrutura administrativa própria para atender esta parte extensa do município. Com o tempo, o prédio da Rua Ipameri tornou-se um marco conhecido pelos moradores: endereço para buscar serviços, informações e encaminhamentos sem ir ao centro de Duque de Caxias. Mesmo após perder parte de sua função original, o local continuou aparecendo em documentos municipais. Boletins de 2019 e 2020 registram ali a unidade Imbariê da Fundec, com laboratório de informática, cursos instrumentais, oficinas e qualificação profissional. A antiga Subprefeitura, portanto, atravessa diferentes fases da vida pública do bairro: primeiro como sede administrativa regional e depois como espaço compartilhado com iniciativas de formação. A mobilização recente de moradores para transformar o prédio subutilizado em centro cultural mostra que ele continua presente na memória coletiva e nas expectativas da comunidade.

Curiosidades

- A Subprefeitura de Imbariê foi criada em 1951.
- O prédio de referência fica na Rua Ipameri.
- A Fundec manteve atividades de qualificação no endereço.
- Moradores já defenderam a transformação do prédio em centro cultural.

Referências

Pesquisa editorial com referências públicas e comunitárias identificadas.

Imbariê: contexto local

Imbariê: contexto local

Uma leitura breve de Imbariê, com espaço aberto para novas contribuições de moradores.

Imbariê reúne circulação cotidiana, referências de serviço e relações com bairros vizinhos. Esta página organiza informações úteis e recebe contribuições da comunidade para ampliar a leitura local com moderação.

Curiosidades

- Imbariê possui página pública para consulta e envio de informações.
- Comércio, serviços, classificados, avisos e mural passam por moderação antes da publicação.
- Moradores podem sugerir correções e complementar informações locais.

Texto editorial do portal com espaço para contribuição comunitária.

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